Ela era especial, tinha privilégios e era protegida, contudo, os benefícios não valiam a pena pelo risco que corria: perder a vida. Em Um Banquete para Hitler, Alexander traz de forma minuciosa a rotina e os perigos da tarefa quase suicida de mulheres que tinham que provar todas as refeições, todos os pratos e bebidas antes de Hitler recebê-los para comer.

 

Alexander criou uma personagem que utilizou a experiência real de tantas mulheres e mesclou com fatos trágicos e por muitas vezes, inacreditáveis, da vida daqueles que trabalhavam para o Führer.

 

Magda não tinha convicção política e, mais que isso, nem ligava muito para o que estava acontecendo em seu país. Até que, ao precisar de um trabalho, foi cair na teia de Hitler. Alheia aos fatos políticos que aconteciam no mundo, aos poucos começa a entender o quanto tudo aquilo afetava sua vida e de sua família. Mas difícil mesmo era entender os motivos de tanta atrocidade. 

 

Ordens de execução, ordens de massacres e torturas, fome, muita fome do povo, que devia se sacrificar pelo país... Como podia ter acesso a uma mesa extremamente farta quando o povo não conseguia nem uma batata para se alimentar? 

 

Seria mesmo possível que aquele homem de aparência inofensiva, um senhor que lembrava até um avô querido, pudesse ter tanta maldade dentro de si?

 

Em meio a desespero, nervosismo e não saber se estaria viva após a próxima prova de alimentos, Magda vive um romance perigoso. Como moradora da Toca do Lobo, que era um dos principais quartéis-generais de Hitler, todos os movimentos e até pensamentos era vigiados. Além disso, não era possível confiar em quase ninguém, nem mesmo nas 'colegas' de quarto.

 

Com o avanço da guerra, os Aliados estavam cada vez mais perto e o desespero começa a tomar conta de todos. Contudo, aos poucos, dúvidas se tornam certezas e Magda sabe que precisa fazer algo.

 

Um livro que apresenta um lado diferente de uma história tão conhecida.