Sec. XIII. Garoto sofrido, quase sem família.
Ensinou seu povo a lidar. Fez os cavaleiros europeus se tornarem obsoletos diante de suas inovações na guerra.
“Em 25 anos, o exército mongol subjugou mais terras e povos do que os romanos em 400.” Pág. 19
Esse foi Gengis Khan, um garoto que cresceu com o sentimento de vingança sendo transferido por gerações. Se uma tribo causava o mal, era natural e esperado que o prejudicado fosse vingado.
Liberou sua região do domínio estrangeiro, uniu o povo, criou alfabeto, escreveu a constituição, estabeleceu a liberdade de refúgios, inventou novo sistema de luta armada, abriu rota de comércio que atravessava continentes. Criou o primeiro sistema postal internacional. Está bom pra você?
Nada o parava, mas sua bravura tornou sua fama negativa. O que ficou na história mesmo foi uma fama bruta, um violentador e destruidor de reinos. Tendo adquirido uma variedade de nomes, sua tribo ficou conhecida negativamente como os Moinhos, Mongolóides, e assim tudo o mais que descendesse dele. Tudo de ruim na vida das nações por onde Gengis Khan passou virou culpa dele.
Sua fama se espalhava cada vez mais rápida. Quando chegava a um vilarejo já colocava as pessoas em pânico, desestabilizando sua confiança. Os bravos tártaros perceberam que as histórias sobre eles eram tão eficientes quanto a tomada de uma cidade.
“ O que ele não conseguia controlar, destruía.” Pág. 147
Uma história tão absurda que nos faz esquecer que estamos nos lendo algo real, com registro e tudo, de tão sanguinolento e destruidor que se apresenta.
“ O terror, ele se deu conta, se espalhava melhor não por meio dos atos dos guerreiros, mas pelas penas dos escribas e eruditos.” Pág. 197
Sempre que enfrentava uma grande dificuldade ou dor pessoal, Gengis Khan canalizava-a para o combate.
“Mate, não lamente.”
Com mais de 15 milhões de mortos em 5 anos é difícil acreditar que seus avanços não eram com objetivo de matar para possuir lugares e povos. Ele era um estrategista sem igual e sua ação era focada em conquistar territórios e diminuir os inimigos. Mais destruidor de cidades que assino de pessoas. Se matou tudo isso e não era finalidade de seus ataques, imagine quantas terras e quantos povos entraram para sua tribo…
Difícil aceitar mas, uma das regras que Gengis mudou na época foi a de dar mais importância à fidelidade dos parceiros do que à hierarquia familiar. Um dos momentos em que isso foi provado foi quando estava organizando e orientando seus filhos para a sua sucessão. Havia a suspeita do filho mais velho não ser legítimo, pois a mãe havia sido raptada e logo depois de voltar ele nasceu. Contudo, foi justo um filho legítimo estava a questionar e criar confusão pela sucessão. Mais uma vez laços de sangue decepcionando. Para ele valia mais a confiança em alguém, ainda que não parente, do que um parentesco que não significava nada. Ele ficou do lado do filho ilegítimo.
Homem de poucas palavras e muita ação.
“Um líder deve expressar seus pensamentos e opiniões por meio de atos, não de palavras.” Pág. 212
Um livro riquíssimo em seu registro histórico, entretanto, não foi fácil chegar ao fim desse trabalho. A verdade sobre a vida de Gengis Kahn teve poucos registros oficiais e uma parte deles perdida. Até mesmo sobre sua aparência física quase não se sabe realmente, uma vez que cada um que a registrou fez como achava que era, como falavam. A área onde viveu e foi enterrado é isolada e vigiada como um campo minado. Ninguém entra, ninguém sabe.
No livro, a história continua passando por seus filhos e netos. Mostrando o que fizeram com suas conquistas e conquistados e o que sobrou do império de Gengis Khan.
